Festival

Leiria abre A Porta a música, arte urbana, exposições e muito mais

Com 130 actividades programadas, festival A Porta decorre em Leiria de 16 a 24 de Junho

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A maior edição de sempre do festival A Porta arranca em Leiria no sábado e prolonga-se até dia 24, propondo à cidade 130 actividades com um programa multidisciplinar que desafia a comunidade à participação.

 

Do pole-dance ao espectáculo de Bonga, das actividades para crianças à arte urbana, das praias temporárias às portas privadas que são abertas ao público para o festival, são muitas as propostas desta quarta edição do festival, que conta com 32 concertos, 28 actividades infantojuvenis, 21 artistas plásticos e outros eventos que se espalham pelo espaço público da cidade, lojas, edifícios e habitações.

 

"Há uma maior exigência da nossa parte em desafiar e querer meter dedos nas feridas — e ao mesmo tempo tratar delas", explica Gui Garrido, do colectivo Meia Dúzia e Meia de Gatos Pingados, que organiza o festival, criado para dar vida a zonas esquecidas da cidade e revitalizar comunidades através da arte.

 

Em 2018, A Porta chega a novas zonas de Leiria e estende-se no tempo. "Não nos limitamos a ser alguém maldizente que está no sofá a apontar o dedo. Apontamos questões, mas tentamos criar estruturas que as tentem solucionar. A rua Direita e o centro histórico já foram extremamente importantes para a vida de Leiria", sublinha Gui Garrido, lembrando o despovoamento provocado pelos centros comerciais.

 

A partir de 2015, o festival criou "uma estrutura para as pessoas voltarem". As primeiras edições conquistaram a população local e agora a ambição é atrair público de fora. Mas o organizador sublinha a necessidade de "respeitar a escala e a capacidade". "Tudo a seu tempo. Estamos na quarta edição, ainda somos um bebé. O crescimento foi um pouco rápido e temos de ver se mantemos o equilíbrio", nota Gui Garrido.

 

Segundo a organização, o objectivo principal é o festival crescer e funcionar durante todo o ano, "com programas de residências artísticas dedicadas às artes plásticas, programas infantojuvenis e para famílias, concertos e misturas entre artistas". "O festival em si pode ser um fim e um início de ciclo", explica Gui Garrido. Mas enquanto isso não é possível, "condensa-se entre dois fins de semana o sonho de um ano inteiro".

 

A Porta arranca no fim-de-semana, com actividades para famílias no Jardim da Vala Real e as exposições e performances da Casa Plástica no antigo edifício da EDP. Durante a semana há jantares temáticos com sobremesa musical em casas particulares e concertos, como First Breath After Coma na Villa Portela, dia 20, Dead Combo no Teatro José Lúcio da Silva, dia 21, e Nice Weather For Ducks e Bonga no Jardim Luís de Camões, no dia 22. O grosso das actividades decorre no dia 23 na rua Direita e no Parque do Avião no dia 24.