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“Moda” das tatuagens: do circuito comercial à tatuagem de autor

Nos últimos cinco anos, o número de estúdios do Grande Porto passou de uma dezena para mais de trinta. O mesmo se passou em Lisboa, numa escala maior e diversa: estúdios de rua, privados, tatuadores em casa. A moda deu a volta à criatividade dos artistas ou é a acha que faltava a essa fogueira?

Texto de André Vieira e Margarida David Cardoso • 12/12/2016 - 11:50

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Há cerca de uma década duas mãos chegavam para contar o número de estúdios de tatuagens que existiam no Grande Porto. Em Lisboa, eram precisas mais umas mãos, mas o fenómeno era de nicho. Até à altura, o culto da tatuagem estava circunscrito a grupos que seguiam um estilo de vida considerado mais alternativo. Ter uma tatuagem era símbolo de exclusividade e a assinatura do compromisso com um modo de vida muitas vezes associado aos adeptos de derivações da música rock, aos motards ou apenas a apaixonados por essa forma de arte.

 

Nos últimos anos o cenário mudou. A tatuagem tornou-se um fenómeno de massas, muito por força da mediatização de figuras pop, do cinema e da música, do futebol. O negócio cresceu, o preconceito diminuiu e o número de estúdios triplicou. No entanto, os desafios para as lojas num mercado cada vez mais saturado aumentam em medida semelhante.

 

São mais de trinta os estúdios de tatuagens que existem actualmente espalhados pelo Porto, Matosinhos e Gaia. Só no eixo entre Cedofeita e a Rua do Almada há pelo menos uns cinco com porta aberta para a rua, sem contar com os tatuadores que trabalham em casa. O fornecedor da Spider Tattos, o estúdio mais antigo do Porto em actividade, tem cerca de 900 clientes que encomendam materiais, só na zona do Porto.

 

Há seis anos, quando Paulo Rui abriu a HeartGallery Tattoo Piercing, na Rua Mártires da Liberdade, existiam na zona do Porto cerca de dez lojas. Não foi a escassez de oferta que o motivou a arrancar com o projecto, mas encorajou-o o facto de não existirem “assim tantos à face da rua”. Nos anos seguintes foi assistindo a abertura de uma série de novos estúdios. 

 

Acredita que há uma oferta que, “a caminhar no mesmo ritmo”, poderá chegar a um ponto de exceder a procura. “Não tarda estão os tatuadores a tatuarem-se uns aos outros”, ri-se. No entanto, o crescimento do número de artistas traz necessariamente para o mercado mais e melhores trabalhos. Prova disso são os instragrams e páginas online dos tatuadores: mais do que as vitrinas estas são as montras dos seus trabalhos. 

 

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